Por que não prometemos “detectar IA”
Não existe marca d'água pública de LLM detectável por terceiros. O Claude não insere marca d'água em texto; o SynthID-Text do Google só é verificável pelo próprio Google; a OpenAI nunca lançou o seu. Ferramentas que prometem um veredito binário (“é IA” / “não é IA”) entregam falsa certeza. O Vestígio faz o que é tecnicamente honesto: encontra vestígios reais, explica cada um e diz claramente o que eles provam — e o que não provam.
1 · Forense de caracteres Unicode
Chatbots e pipelines de texto deixam caracteres que ninguém digita por acidente: espaços de largura zero (U+200B), o espaço estreito sem quebra (U+202F, artefato notório de saídas do ChatGPT), controles bidirecionais, seletores de variação, caracteres TAG usados em esteganografia e homoglifos de outros alfabetos. O Vestígio varre o texto codepoint por codepoint e destaca cada achado na posição exata, com explicação.
Limitação: colar o texto num editor simples remove a maioria desses caracteres — a ausência deles não prova escrita humana.
2 · Metadados de documentos
Arquivos .docx e .pdf carregam a própria história: qual software os gerou (python-docx, Pandoc e ReportLab denunciam geração programática), quantas sessões de edição existiram (RSIDs do Word), quanto tempo de edição foi registrado e se criação e modificação aconteceram no mesmo instante — a assinatura de um texto colado de uma vez só.
Limitação: exportações legítimas do Google Docs/LibreOffice também têm poucos metadados de edição; cada sinal vem com sua nota de falso positivo.
3 · Estilometria
Frases-clichê recorrentes em texto gerado (“é importante ressaltar”, “delve”), densidade de travessões, uniformidade suspeita no comprimento de sentenças e parágrafos, e resíduo de Markdown (**negrito**, ### títulos) dentro de documentos — o rastro de quem colou a resposta de um chatbot direto no editor.
Limitação: são os sinais mais fracos — bons escritores também usam travessões e estrutura. Todos entram no laudo como indícios, nunca prova.
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